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domingo, 29 de abril de 2012
"Meu coração é meio bobo. Me chame de princesa, que eu derreto. Me chame
de pequena, que eu me apaixono. Me chama de querida, que eu adoro. Me
chama de anjo, que eu cuidarei de você como um. Me chama de doce, e
adoçarei a sua vida. Me chame de amor, e eu vou te amar. Me chame de
linda, que eu tentarei fazer da sua vida mais bonita. Me chama de sua
Julieta, e você será meu Romeu. Me chama de bebe, e eu deixarei que você
cuide de mim. Mas me chame de minha, e eu serei somente sua." (Tati Bernard)
sábado, 14 de abril de 2012
Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já
chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De
pedra. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda,
Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava
dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que
eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser
esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé?
Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!" (Tati Bernardi)
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Só me fala que vai me aturar. Aturar todas as minhas crises de ciúmes, meus momentos - não tão raros - sem paciência, as minhas desconfianças e meus surtos de insegurança. Aturar meus dramas, minhas teimosias, minha arrogância, minhas piadas sem graça e o meu não-romantismo. Aturar todos os meus tipos de provocação, meu amor por outras pessoas, minhas mudanças inconstantes de humor e de temperamento. Aturar minha mente confusa, minha memória irritante, minha sinceridade exagerada. Aturar quando eu falar que te amo mais e também quando eu não falar que te amo. Aturar e segurar tudo não por mim, nem por você… Mas por nós.
(Tati Bernardi)
sexta-feira, 6 de abril de 2012
"Sensível pra cacete,
maldosa na mesma intensidade, feliz de andar cantando e depressiva de
nunca achar que uma janela é só uma janela. E cheia de manias bem
estranhas. Eu sou sim a pessoa que some, que surta, que vai embora, que
aparece do nada, que fica porque quer, que odeia a falta de oxigênio das
obrigações, que encurta uma conversa besta, que estende um bom drama,
que diz o que ninguém espera e salva uma noite, que estraga uma semana
só pelo prazer de ser má e tirar as correntes da cobrança do meu peito.
Que acha todo mundo meio feio, meio bobo, meio burro, meio perdido, meio
sem alma, meio de plástico, meia bomba. E espera impaciente ser salva
por uma metade meio interessante que me tire finalmente essa sensação de
perna manca quando ando sozinha por aí, maldizendo a tudo e a todos. Eu
só queria ser legal, ser boa, ser leve. Mas dá realmente pra ser assim?" (Tati Bernardi)
quarta-feira, 4 de abril de 2012
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"Quero olhos nos olhos, quero eu te amo, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro lado, o homem que amo." (Tati Bernardi)
Eu quero muito tudo isso...
domingo, 25 de dezembro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
“Eu acabei de sair de uma desilusão amorosa daquelas de ficar de pijama sujo, se achando feia, preguiçosa e burra. De alugar Woody Allen pra sentir que alguém é parceiro das minhas neuroses. De quase me afogar em filmes românticos. De alugar filme americano burro para conseguir dormir pesado. De achar que um dia de Sol é uma afronta. De tirar de ouvido as notas tristes de uma música e depois cantarolar em sinfonias de “ais” doídos acompanhados de choros acústicos. De achar que uma janela, separada do chão por uma certa altura, tem seu sentido.”
(Tati Bernardi)
“E a gente promete nunca mais telefonar para quem nos faz sofrer, mas acaba telefonando, e ele atende, e implica, e a gente some, e ele chama, e a gente volta, e briga, e ama, e sofre, e ama, e ama, e ama, e desama, e termina, e quando parece que cansamos, que não há mais espaço para um novo amor, outro aparece, outro parto, começa tudo de novo, aquele ata-e-desata, o coração da gente sendo puxado para fora.”
(Tati Bernardi)
“Eu tenho saudades de tudo. Da gente acordar sua vizinha de tanto rir de coisas bestas, do seu carro sempre bagunçado, da paciência que você tinha com meus quase quinze anos a menos, da mania que você tinha de arrumar minhas roupas em cima da cama enquanto eu tomava banho e de quando você apertava os ossinhos das minhas costas no escuro e falava, baixinho: “ai, como essa menina gosta de fazer drama!”.
Não é um sentimento egoísta e muito menos possessivo. É apenas uma saudadezinha. Gostosa, tranquila, bonita, saudável, de longe. E, quem diria: leve.”
(Tati Bernardi)
domingo, 11 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
"O tempo passou eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.
Até que algo sensacional aconteceu.
Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele."
Até que algo sensacional aconteceu.
Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher que eu acabei me tornando mulher demais para ele."
Ele quem mesmo?(Tati Bernardi)
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